Falar na história do surfe é falar de James Cook
Nascido em Marton-in-Cleveland, Yorkshire, logo depois em 1746 sua mudança para Whitby onde aprendeu sobre náutica, matemática e astronomia e logo entrou para a Marinha britânica isso em 1755.
Em 1776, com os navios Resolution e Discovery, parte para o que seria a sua última missão... porém uma grande descoberta para o surfe.
James Cook foi o cara que descobriu o arquipélogo do havai , que chama de Sandwich... foi ele quem viu os primeiros surfistas em ação. No regresso ao Havaí, Cook é morto num confronto com nativos.Um pensamento de Cook
"A ambição me leva a ir não só mais longe do que qualquer outro homem antes de mim já foi, mas até tão longe quanto creio ser possível a um homem ir."Um pouco sobre o Havai
O arquipélago que forma o Havaí é conhecido na história pelo nome de Ilhas Sanduíche. E era povoado por polinésios, a região era governada por vários chefes polinésios locais, até 1810, quando Kamehameha I instituiu uma monarquia. O Havaí é o único Estado americano cujos nativos utilizaram-se da monarquia como forma de governo.
Em 1894, o arquipélago tornou-se uma república, em 1898, foi tomado pelos Estados Unidos da América, tornando-se em 1900 um território americano.Duke Kahanamoku
Duke Paoa Kahinu Mokoe Hulikohola Kahanamoku (1890 – 1968) é visto como o pai do surf. Filho de Halapu Kahanamoku, Duke cresceu em Waikiki, próximo de onde hoje está erguido o grande hotel Hilton Hawaiian Village.
Ele é um mito no surf, e também campeão olímpico de natação. Ele passou a juventude pegando onda com uma prancha sem quilha construída com madeira de árvore, de 4,8 metros de comprimento.com o tempo, Duke surfou com pranchas menores porém nunca largou seus pranchões de madeira.
Participou de vários jogos olímpicos conquistando medalhas de prata e ouro. isso como nadador
Kahanamoku foi o responsável pela popularização do surf nos EUA e Austrália, durante suas visitas para torneios de natação.
A exibição em Sydney, onde há uma estátua em sua homenagem, é considerada como o dia mais significativo no desenvolvimento do esporte na Austrália.A prancha que fora usada por ele está em exposição no Freshwater Surf Club.
Surfe no Brasil
As primeiras pranchas, eram chamadas de "tábuas havainas", vieram da gringa trazida por turistas que vieram ao brasil. Em 1938 com o trio paulista Osmar Gonçalves, João Roberto e Júlio Putz, seguindo a matéria de uma revista americana, que dava medidas a madeira a ser usada. Pesava cerca 80 kg e media 3,8 m.
Em 1950, outro trio mais agora carioca Jorge Grande, Bizão e Paulo Preguiça, construíram uma prancha de madeira, inspirados nas pranchas de balsa que um piloto comercial americano da rota Hawaii-Rio, trazia em suas viagens. Não tinham flutuação nem envergadura. Em 1962, enquanto no Rio o Sr. Moacir criou uma técnica para dar envergadura aos pranchões, em SP, Homero Naldinho, com 14 anos, fazia suas madeirites que mediam apenas 2,2m (o tamanho das Minimodels, que surgiram somente em 1967), pois as placas de madeirite tinham esse tamanho.
Em 1963, George Bally e Arduíno Colassanti, começaram a shapear as primeiras pranchas de isopor. Com uma lixa grossa presa a uma madeira, levavam dois dias para fazer uma prancha. A referência era uma foto de revista.
Em 1964, Mário Bração e Irencir, conheceram o australiano Peter Troy, que trouxe outlines (templates) e noções de shapear de seu país. Ainda usava o madeirão como lixa, o ralador de côco e a grosa. Mais tarde apareceu o "Suform" importado, mas o bloco ainda era de isopor. Enquanto isso, em SP, Homero fazia as primeiras pranchas de madeira oca. Inspirado em pranchões gringos.
Em 1965, o Cel Parreiras fundou a primeira fábrica de pranchas no Brasil: a São Conrado Surfboard, no RJ. Parreiras adaptou para o shape uma técnica usada no aeromodelismo: após colar a longarina com a curva desejada, usava fio quente para cortar o fundo e o deck acompanhando a curva da longarina. A seguir cortava o outline e dava o finish. Seus shapers Mário Bração e Ciro Beltrão. Mais tarde, Carlos Mudinho também passou a shapear na São Conrado.
Enquanto isso, em SP, além de Homero, Eduardo Faggiano, o Cocó, Nelsinho e Lagartixa, faziam pranchões de madeira envergados com calor. Mas logo aderiram ao isopor e a técnica do fio quente, a exemplo de pioneiro Parreiras.
Em 1967, Penho volta do Hawaii, trazendo a primeira plaina Skill e a técnica de shapear. Porém, as minimodels haviam acabado de surgir e ninguém sabia exatamente o que shapear. Faziam-se miniguns e minipranchões, mas nada com embasamento teórico. Nessa época surgiram os shapers Miçari, Rico, Wanderbilt, Tito Rosemberg, Marcelo "Caneca", Otávio Pacheco, Maraca, Zeca Guaratiba, Isso Amsler, Paulo Aragão e Dentinho.
Em 1969, o Cel. Parreiras, lança o poliuretano branco com química importada Clark Foam. Paralelamente, Homero cria a primeira fábrica de pranchas de SP e passa a comprar blocos Clark Foam do Cel. Parreiras. Inovador, Homero alcançou popularidade em todo o Brasil. Além de ter criado, provavelmente, a primeira máquina de shape do mundo, dava garantia de 1 ano para suas pranchas modelo Homero Luxo e de 6 meses para o modelo "Superlight".
Nessa mesma época, Tito Rosemberg voltava da Europa e EUA, com um Know-How bastante avançado para a época, passando a dividir o mercado brasileiro com Homero.
Em 1970, o surf explodiu, e a moda era shapear a própria prancha. Surgiram então muitos nomes: No Rio, Bocão e Betão, Pepê Lopes e Jorge Pritman, Lype Dylong, Daniel Friedman, Ricardo Bravo, e mais tarde Heinrich Reinhard, Heitor Fernandes, Italo Marcelo, Gustavo Kronig e Victor Vasconcelos. Entre outros. Em SP, Guto Navarro (Maui) Eduardo Argento (Twin), Brito (Moby), Flávio La Barre. Longarina, Paulo Rabello, Pascoal, Jorge Português, Jorge Limoeiro, e mais tarde Almir Salazar, entre outros.
Fontes; site 360º e wikipedia